Turma da Mônica Jovem - Panini Comics - edição número um

Acabo de comprar a primeira edição da revista em quadrinhos Turma da Mônica Jovem, a tentativa (meio tardia) de dar um novo gás ao visual e às histórias dos personagens de Mauricio de Sousa.

O número de lançamento tem 120 páginas ao preço promocional de R$5,90. No próximo, se nada mudar, ele deverá subir para R$6,40.

(Para se ter uma idéia, Naruto tem cerca de 200 páginas e sai por R$9,90).

A capa é bacana mas nada promissora.

Nela já podemos notar que o estilo dos desenhos não mudou nada em relação ao que estamos acostumados a ver nas revistas de linha da turminha, a não ser pelos olhos dos personagens, mais brilhantes e menores.

Há também duas referências (pouco empolgantes) a elementos comuns aos mangás e animes: um robô (gigante?) e uma mulher com cara de vilã restolha dos Cavaleiros do Zodíaco.

Para se ter uma idéia de como tudo será muito familiar, até mesmo a ordem de leitura da revistinha é normal. Nada de começar pelo fim, nada de balões invertidos. Um aviso na última página chega a avisar que, ainda que a revista seja em estilo mangá, é em estilo Turma da Mônica, portanto…

Se você leu a mini-série da Tina e os Caçadores de Enigmas, lançada no ano passado, já terá uma boa idéia do conteúdo de Turma da Mônica Jovem.

Nesta primeira edição, somos apresentados aos quatro personagens principais logo na introdução. A Mônica continua dentuça, mas nada da antiga gordinha, nem baixinha. A Magali ainda é fominha mas num estilo geração saúde, preocupada em estar em forma e em praticar esportes. O Cascão virou um esportista radical que…toma banho, ainda que eventualmente.

Já o Cebolinha… caramba, acho que conseguiram matar a graça do meu antigo favorito.

Agora ele é cabeludo, trata seu problema de dislalia (trocar os “erres” pelos “eles”), não trama mais contra a Mônica (na verdade praticamente assumiu sua queda pela outrora baixinha) e seus planos infalíveis, ainda não abordados nesta primeira edição, são focados em… tornar o planeta um lugar melhor.

Ah, sim: e nada de Cebolinha. Agora ele prefere ser chamado de Cebola.

Nessa hora eu até poderia já ter fechado a revista e partido para o jornal de domingo, mas resolvi ir até o fim e matar minha curiosidade mórbida em relação àquele material. Estava curioso em saber até onde eles foram com esse lance de “em estilo mangá”.


Turma da Mônica Jovem - Primeira EdiçãoTina E Os Caçadores de Enigmas

Os personagens que aparecem nesta edição de lançamento são: os pais da Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali (com poucas ou nenhuma diferença em relação aos originais), Aveia e Mingau (os gatos da Magali), Maria Cebolinha (irmã do Cebola), Marina (a “desenhista” da turma), Franjinha (agora, Franja), Louco (agora “professor Licurgo”), Anjinho (ou Céuboy) e Capitão Feio (ou “Poeira Negra”, seu novo…nome).

A história, que continua no número dois, chama-se “As quatro dimensões mágicas”. Posso até estar muito enganado, mas pelo que deu pra sacar da trama, ela deverá se esticar por mais quatro edições, onde Mônica, Cebolinha e os demais deverão caçar artefatos mágicos (nas tais dimensões) para impedir que a vilã Yuka domine o mundo.

O que me incomoda mais nessa nova encarnação da Mônica é o conceito de “mangá” que domina cada página da revista. É como se misturar elementos japoneses, colocar olhos expressivos, um traço mais “moderninho” e utilizar recursos visuais exagerados fosse o suficiente para se tascar um “em estilo mangá” na capa.

A proposta, além de meio furada, ainda usa a mesma receita utilizada nas revistas da turminha. O traço não foge ao que estamos acostumados. Os personagens, ainda que tenham ficado ainda mais insuportavelmente politicamente corretos, agem de forma igual às encarnações infantis. E, para piorar, o espaço das páginas é muito mal aproveitado.

Afinal, me expliquem: para que abrir a história com uma página dupla da Mônica ACORDANDO?

Se é levemente inspirado, mas muito levemente inspirado MESMO em mangá, esse material poderia muito bem ser apenas um especial. Agora, se fosse para assumir o estilo, numa série regular, que fosse o pacote completo, pelo menos.

A capa diz “aconselhável para maiores de 10 anos”. Agora, me digam: peguem Naruto e Dragon Ball. Será que menores de 10 anos não lêem esses materiais? Já vi crianças bem menores com esses mangás nas mãos.

Provavelmente lêem, conhecem o anime, jogam os games, compram a memorabilia, possuem um blog sobre o assunto, baixam episódios, freqüentam fóruns de discussão e ainda encontram tempo para, até mesmo, fazer o cosplay do Goku.

A única coisa que me ocorre lendo Turma da Mônica Jovem, é que os Estúdios Mauricio de Sousa estejam querendo abraçar uma fatia maior do mercado – a dos leitores de mangás.

Mas, me digam: como fazer isso com um material desses?

Não é mangá, diz ser em estilo mangá, não capta exatamente o estilo mangá, se diz “em estilo Turma da Mônica… mas então, o que pensar? Que é a mesma coisa de sempre!

Anjinho virou Céuboy, usa um sobretudo horrível e ajuda um professor a procurar artefatos místicos. Sejamos realistas: será que uma criança consegue engolir isso? Céuboy? CÉU-BOY???

Capitão Feio, agora com cara de galã genérico, jeito de figurante e manobrando “monstros de poeira?

Os pais de Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali…descendentes de guerreiros JAPONESES do período EDO???

E, encerrando: Turma da Mônica partindo para “dimensões mágicas”, no melhor estilo “Power Rangers”???

É demais. Estou curioso em saber qual será a repercussão dessa série em estilo mangá, tanto entre os fãs habituais da turminha (com certeza o VERDADEIRO e ÚNICO público-alvo da empreitada) quanto entre os desavisados e curiosos que conhecem mangás e resolveram comprar o primeiro número para saber o resultado.

Não sou contra mudanças, nem experimentações. Mas erraram feio dessa vez. A idéia até era boa, mas faltou uma execução mais criativa e interessante. Do jeito que saiu, o único elemento realmente curioso ali é o logo em vermelho com os dizeres “em estilo mangá”.

Maledeta hora em que o universo da Turma da Mônica enveredou pelo mundo do politicamente correto… fico imaginando como seria se estes personagens fossem criados HOJE.

Será que teriam alguma chance? Não creio.

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Turma da Mônica


Boneco do Vilgax - Coleção Alien (Ben 10)

Vilgax, o alienígena com cara de polvo, é um conquistador intergaláctico. Principal inimigo de Ben 10 nas duas primeiras temporadas do desenho, seu objetivo é obter o Ominitrix e com ele criar um poderoso exército que lhe auxilie em seus planos megalomaníacos de dominação universal.


Figuras de Ação do Aquático, Vilgax e Kevin 11

Seu boneco foi lançado no Brasil no mês passado, e faz parte da segunda leva de lançamentos (inéditos) da Coleção Alien por aqui – na primeira, de 2007, não tivemos nenhum vilão. Com Vilgax também vieram Kevin 11, SixSix e PetroSapien.

Embora essa coleção seja produzida pela Bandai, é a Mattel quem importa e distribui a série no Brasil – fazendo inclusive a tradução de todas as informações das embalagens.

A fase 2 da Coleção Alien é farta em novidades: são nada mais, nada menos que 19 bonequinhos! A lista inclui Glutão, Cipó Selvagem, LobisBen, Bala de Canhão, Ben Tennyson, Chama, Quatro-Braços, Fantasmático, Besta, Insectóide, Massa Cinzenta, Ultra-T, Aquático, XRL8 e Diamante – além dos vilões já citados no começo deste texto.


Aquático e Vilgax num bate-papo entre as gravações de Ben 10...

Nesta nova série de reviews que inicio aqui, irei avaliar as versões nacionais de 3 destes recentes lançamentos: Kevin 11, Aquático e Vilgax – começando pelo último.


REVIEW: VILGAX (O ALIEN-COM-CARA-DE-POLVO MALVADO)
Vilgax

As embalagens nacionais são idênticas às originais. O verde borbulhante característico da série está por todo o pack. Na parte superior, temos o card colecionável do personagem, e na inferior, o disco bônus.

O boneco fica bem exposto, então você consegue avaliar com tranqüilidade se o ítem vale mesmo a pena ou não.

Para quem coleciona e se interessa por manter as embalagens inteiras mesmo depois de abertas, só há um porém: é praticamente impossível abrir uma sem estragar o plástico. Uma pena.

CARD BIO: VILGAX

HOME PLANET: Null Void Frontier

SPECIES:
Chimera Sui Generis

ALIEN POWERS: A 20 foot tall genetically-engineered space faring brigand with an army of robots at his command. Though he amassed untold riches and an armory without par, to Vilgax the Ominitrix is the ultimate treasure.


Vilgax - Coleção Alien (Ben 10)

O boneco possui cerca de 10 centímetros de altura e oito pontos de articulação. Seu tórax, braço esquerdo e perna são removíveis, sendo que os dois primeiros (uma peça única) quando retirados deixam expostos os órgãos internos do vilão, simulando os efeitos de uma batalha mal-sucedida.


Dissecação de um Alien : somente para corações fortes...

Se vilões já costumam ser naturalmente bem procurados, imagine um com um efeito tão bacana como este – não é a toa que o camaradinha já está esgotado em todas as lojas que visitei, e no eBay é vendido pelo dobro do preço regular. Go, Vilgax, go! :D

A figura é muito fiel à versão original da tv, tanto na pintura quanto na modelagem. A única queixa que tenho é com relação aos seus olhos – que achei muito pequenos, e deram um jeitão meio “inofensivo” ao personagem.

Porém, nada que tire a graça da miniatura.


Os tazos de Ben 10. Grátis: uma bio do personagem.

Também senti falta de uma base de apoio. Embora o acessório só venha com os bonequinhos da wave “figuras de batalha”, deveria ser algo obrigatório em todos os packs.

Não que este Vilgax sofra de uma total falta de equilíbrio, mas qualquer posição diferente da padrão (com as pernas paralelas) já fica mais complicada.


Vilgax

Os acessórios que acompanham o boneco incluem um cartão holográfico (muito semelhante a um TAZO) e um disco de animação. O primeiro oferece uma imagem do vilão ou herói, mais uma pequena bio no verso, e o segundo uma série de microscópicas cenas que (suponho) serem do desenho animado.

Sinceramente, não consigo imaginar o que uma criança poderia fazer com estes bônus. O tazo holográfico é até que bacana (ecos de Guerra Secretas, da Gulliver?) mas o tal disquinho…

Conclusão:

NOTA: 09 para nosso amigo polvo-conquistador. É uma figura bacana, ainda que meio desequilibrada. Na verdade se não fossem os acessórios mequetrefes, levaria um dez, numa boa.

Portanto, corram para descolar o seu antes que evaporem das lojas!

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Figura de Ação - Coleção Ben 10

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